19 junho 2006

Friendship

Sempre me vangloriei de escolher para amigos os mais inteligentes. Demorei um pouco a perceber que tal critério era tão estúpido como escolher os mais bonitos. Demorei ainda mais tempo para perceber que os amigos não se escolhem: acontecem. Há muita gente de quem gosto bastante mas com quem, por diversos factores (tempo, interesses, etc.), não consigo desenvolver uma relação consistente a que possa chamar amizade. Por outro lado, vivo atormentada por "amizades" que preferia não ter, pessoas cujo carinho e afeição agradeço, mas não retribuo. São pessoas, geralmente, de quem já gostei mais do que gosto agora, mas que se revelaram uma desilusão. Ou então, pior ainda, pessoas de quem nunca gostei muito mas que se foram entranhando na minha vida - é um dos males de ter uma personalidade deixa andar... Enfim, o que me chateia absolutamente é esta vontade de agradar a gregos e troianos, inclusivé à minha consciência demasiado cristã...

1 Comments:

Blogger Bruno Braz said...

Lembro-me que terminava o Verão e estavam três de nós à mesa da Jaquina a falar desse teu distúrbio. Juravas a pés juntos que até acabava por ser um critério inteligente. Ainda bem que mudaste de opinião. Beijos. Quero uma saída na sexta!

10:09 da tarde  

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